O QUE É A ESPONDILOLISTESE?

A espondilolistese ocorre quando há um deslocamento anterior de uma vértebra em relação à vértebra inferior. Isto causa tanto uma deformidade gradativa na área baixa da coluna, como uma redução do canal vertebral. Geralmente está associado com a dor.

Quais são os sintomas da espondilolistese?

O sintoma mais comum da espondilolistese é a dor na parte baixa das costas. Às vezes, uma pessoa pode desenvolver a lesão (espondilólise) ainda jovem, e não ter sintomas até os 35 anos, quando uma torsão repentina ou um movimento mal feito ao levantar um objeto cause um episódio agudo de dor nas costas e pernas.

O grau de deslocamento vertebral não está diretamente relacionado com o quanto de dor uma pessoa possa apresentar. Algumas pessoas com espondilolistese podem apresentar sintomas associados a alguma outra lesão. Além da dor nas costas, as pessoas com espondilolistese podem apresentar dor nas pernas. Neste caso, é possível que exista uma diminuição na área onde os nervos saem do canal vertebral, o que irrita a raiz do nervo.

Tipos de Espondilolistese

A espondilolistese é oficialmente dividida em cinco tipos principais:

Displásica

A espondilolistese displásica é causada por defeitos congênitos (a partir do nascimento) quando se forma uma parte da vértebra denominada faceta. Este defeito pode fazer com que a vértebra se desloque para a parte anterior.

Ístmica

A espondilolistese ístmica é causada por um defeito em uma região da vértebra denominada pares interarticulares. Este defeito pode fazer com que a vértebra se desloque para frente.

Degenerativa

A espondilolistese degenerativa ocorre quando as articulações, devido ao aparecimento de artrite, perdem sua capacidade de manter a coluna vertebral alinhada na sua posição normal. Isto pode fazer com que a vértebra se desloque para frente.

Traumática

A espondilolistese traumática é causada por um traumatismo ou uma lesão na vértebra. Uma fratura no pedículo, lâmina ou facetas pode ocasionar que as vértebras se desloquem para frente.

Patológica

A espondilolistese patológica é causada por uma fraqueza estrutural no osso, geralmente ocasionada por alguma doença, tais como um tumor ou alguma outra doença óssea. Esta fraqueza pode fazer com que a vértebra se desloque para frente.

Como é diagnosticada?

Muitas pessoas com espondilolistese podem apresentar sintomas intermitentes e deformidades bem pouco visíveis. No geral, o primeiro sintoma físico de espondilolistese é o endurecimento dos tendões da parte posterior das pernas.

A melhor forma para diagnosticar um caso de espondilólise ou de espondilolistese é através da obtenção de raio X na coluna lombar.  A espondilolistese é mais visível através de imagens laterais ou oblíquas na coluna. Contudo, em alguns casos, os estudos especializados através de imagens, tais como a gamagrafia óssea ou a tomografia computadorizada podem ser necessários para realizar um diagnóstico adequado. As pessoas com pares displásicos apresentam alargamento na região interarticular, assim como alteração nos pedículos. Isto geralmente é visível somente através de uma tomografia computadorizada.

Como é tratada?

Os tratamentos não cirúrgicos mais comuns para a espondilólise e a espondilolistese incluem o descanso, seguido de exercícios de fortalecimento do tronco e do abdômen. Os fisioterapeutas podem ajudá-lo a melhorar e a indicar a forma correta de realizar os referidos exercícios sem piorar os sintomas. Se você apresenta dor nas pernas, pode tomar medicamentos anti-inflamatórios.  Os aparelhos de suporte raramente são necessários, mas poderiam ajudá-lo a reduzir os sintomas. As injeções de anti-inflamatórios corticoides podem ser úteis.

É possível que os pacientes com espondilólise precisem de cirurgia para reparar o defeito nos pares interarticulares somente caso as medidas não cirúrgicas, como a fisioterapia e os exercícios físicos não tenham aliviado os sintomas. É possível que tenha que realizar algum procedimento cirúrgico nos pacientes jovens que não apresentam deslocamento com a finalidade de reparar os defeitos nos pares interarticulares. Pode ser necessária uma fusão espinhal nos pacientes de idade adulta e naqueles que apresentam certo grau de instabilidade. Caso ocorra algum deslocamento, o tratamento tentará corrigir a pressão no nervo e estabilizar a coluna vertebral. É possível colocar tudo na sua posição de alinhamento normal.



Referências

Seimon, Leonard P. Low Back Pain: Clinical Diagnosis & Management. Norwalk: Appleton-Century-Crofts, 1983.
Orthopaedic Knowledge Online: Orthopaedic Review. Ryan Dopirak, MD. Agosto de 2004. Capítulo 53: Spondylolysis and Spondylolisthesis. Acceso: abril, 2014.

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