FRATURAS ESPINHAIS

Uma vez que tenha ocorrido devido a uma lesão ou a um traumatismo, ou como parte do processo natural do envelhecimento, as fraturas espinhais podem ser tratadas.

O que é uma fratura espinhal?

As fraturas espinhais ocorrem quando os ossos na coluna vertebral (as vértebras), fraturam e colapsam. Isto pode ocorrer devido a traumatismos ou lesões, tais como em um acidente automobilístico ou uma queda grave. Ou as fraturas espinhais podem ser ocasionadas por movimentos simples como tossir ou espirrar, caso as vértebras do paciente tenham se enfraquecido e tenham-se tornado quebradiças devido à presença de osteoporose ou câncer. A cada ano, mais de um milhão de pessoas sofrem por este tipo de fraturas espinhais, sendo as fraturas vertebrais por compressão, as mais comuns.1

Quais são os sintomas de uma fratura espinhal?

Os sintomas de uma fratura vertebral ou VCF podem incluir dores nas costas prolongadas por vários dias, especialmente em pessoas que apresentem risco de ter osteoporose ou com um baixo nível de massa óssea. Consulte seu médico caso apresentar estes sintomas, para que possam fazer-lhes as perguntas pertinentes, examine suas costas e recomende análise, através de raios x (conforme necessário). A dor nas costas pode ser ocasionada por diversos motivos. Uma fratura espinhal é uma condição específica com opções particulares para seu tratamento.

Quão comuns são as fraturas vertebrais?

As fraturas vertebrais são duas vezes mais comuns do que as fraturas de quadril 1, e três vezes mais comuns do que o câncer de mama.2 As fraturas vertebrais são mais comuns em mulheres pós-menopáusicas acima de 55 anos de idade.3 De fato, uma de cada duas mulheres acima de 50 anos sofrerão de fraturas vertebrais relacionadas à osteoporose.4

Consequências das fraturas vertebrais não tratadas

Se uma fatura vertebral não for tratada a tempo, a vértebra poderia soldar em uma posição "desigual". Isto poderia levar a apresentar curvaturas para frente ou cifose, o qual é o termo médico dado à mudança de postura visível àquela comumente conhecida como "corcunda de viúva" ou "corcunda".

Se houver uma fratura vertebral sem tratar, ela diminui a extensão da coluna e a empurra para frente, afetando de forma adversa o alinhamento espinhal. Cada fratura espinhal adicional aumenta a deformidade espinhal5-6, e a curvatura espinhal pode se tornar ainda mais acentuada. Ao mudar a postura para compensar a deformidade cifótica, você pode afetar sua forma de andar, o que pode drenar suas costas e suas articulações. Uma coluna desalinhada pode comprimir os órgãos internos, o que implica problemas de saúde que aparentemente não estão relacionados à mesma, tais como:

  • Mobilidade reduzida, perda de equilíbrio e um risco maior nas quedas
  • Diminui sua capacidade de se valer por si mesmo
  • Redução de dias de atividade e mais dias de cama
  • Diminuição do apetite e transtornos do sono
  • Dor e fadiga crônica
  • Diminuição da qualidade de vida
  • Sentimentos de isolamento e tristeza
  • Maior risco de fraturas

Existem dois principais tipos de tratamentos cirúrgicos desenvolvidos para reparar as fraturas de compressão vertebral:

  • Cifoplastia com Balão – Procedimento minimamente invasivo que utiliza um balão inflável para levantar as vértebras e criar uma cavidade onde se introduz cimento ósseo e se estabiliza a fratura.
  • Vertebroplastia – É um procedimento minimamente invasivo no qual se injeta cimento ósseo líquido nas vértebras afetadas para estabilizar a fratura e aliviar a dor.
  • Referencias:
    • Burge. VCF Prevalence,JBMR2007.
    • GRUPO CIENTÍFICO DE LA OMS PARA LA EVALUACIÓN DE LA OSTEOPORISIS EN NIVELES PRIMARIOS DE CUIDADOS DE LA SALUD Resumen del Informe de la Reunión en Bruselas, Bélgica, 5-7 de mayo de 2004.
    • Evans et al. Vertebral Compression Fractures: Pain Reduction and Improvement in Functional Mobility after Percutaneous Polymethylmethacrylate Vertebroplasty Retrospective Report of 245 Cases,Radiología2003.
    • NOFhttp://www.nof.org/aboutosteoporosis/bonebasics/whybonehealth. Acceso al 22/03/2012.
    • Ross PD. Clinical consequences of vertebral fractures,Am J Med1997;103(2A):30S-43S.
    • Gold DT. The clinical impact of vertebral fractures: quality of life in women with osteoporosis,Bone1996 Mar;18(3 Suppl):185S-189S. Revisión.
    • Mazanec et al. Vertebral Compression Fractures: Manage aggressively to prevent sequelae,Cleveland Clinic Journal of Medicine2003.
    • Ross et al.Annals Int Med, 1991; 114 (11): 919-23.
    • Myers, Wilson.Spine. 1997; 22(24 Suppl):25S-31S.
    • C Schlaich, Minne HW, Bruckner T, et al. Reduced pulmonary function in patients with spinal osteoporotic fractures.Osteoporos Int. 1998;8(3):261-7.
    • Zampini JM, White AP, McGuire KJ. Comparison of 5766 vertebral compression fractures treated with or without kyphoplasty.Clin Orthop Relat Res. 2010; 468(7):1773-1780.
    • Silverman SL. The clinical consequences of vertebral compression fracture.Bone. 1992;13 Suppl 2:S27-31.
    • Lyles KW, Gold DT, Shipp KM, et al. Association of osteoporotic vertebral compression fractures with impaired functional status.Am J Med. 1993;94(6):595-601.
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    • Brunton. Vertebral compression fractures VCF Diagnosis,J of Fam Practice2005.
    • Tillman J, Shabe P, Rose M, Elson P, Wülfert E, Ashraf T. Fracture Reduction Evaluation Study 24-month final clinical study report, August 27, 2010.
    • Cummings SR, Melton LJ. Epidemiology and outcomes of osteoporotic fractures.Lancet2002 ;359:1761-1767.
    • Basados en los datos estimados de ventas de la compañía

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